Reumatologista Dra. Daniele

Osteoartrite (Artrose/Osteoartrose)

dra-daniele-oa-joelhosA osteoartrite (OA) é uma doença articular degenerativa, crônica, caracterizada por desgaste da cartilagem e formação de osteófitos (ganchos ósseos). A artrose, também conhecida como osteoartrite ou osteoartrose, é o tipo mais comum de artrite, especialmente em pessoas acima dos 50 anos.

Existem alterações degenerativas que agridem a cartilagem e o osso decorrentes do desgaste natural da articulação com o avançar da idade. No entanto, vários fatores podem influenciar ou acelerar o surgimento da osteoartrite como: herança genética, nos casos de osteoartrite de mãos e quadril; sobrepeso e antecedentes de sobrecarga ou lesão articular prévia, principalmente nos casos de osteoartrite de joelho e coluna. Alterações ósseas congênitas (desde o nascimento) podem levar a a osteoartrite em adultos jovens.

A osteoartrite afeta principalmente a cartilagem, um tecido forte e flexível que cobre as extremidades dos ossos (articulação). A cartilagem saudável permite melhor mobilidade do osso e também tenta absorver o impacto da movimentação. Com surgimento da osteoartrite, a superfície da cartilagem quebra e rompe, o que causa atrito e provoca dor, além de inchaço e diminuição da mobilidade articular. Com o tempo, a articulação pode se deformar e crescer ganchos ósseos nas bordas da articulação (osteófitos), o que causa mais dor e disfunção.

Os sintomas da osteoartrite são limitados nas articulações e podem ser dor articular (artralgial); rigidez ao acordar pela manhã; um som de ranger audível à movimentação ou crepitação; e redução da amplitude do movimento. Não há sintomas sistêmicos.

O diagnóstico da doença pode ser feito de maneira confiável baseado apenas no exame físico e queixas clínicas dos pacientes. Exames de imagem como radiografia (RX) podem auxiliar. Exames de sangue têm pouca utilidade para o diagnóstico de osteoatrite.

A osteoatrite não tem cura, o objetivo do tratamento é controlar a dor, melhorar a função e melhorar qualidade de vida ao paciente. Orientações gerais como controlar ou diminuir o peso; aliviar ou diminuir sobrecarga da articulação, se possível; praticar exercícios regulares e fortalecimento muscular, são essenciais. Dispositivos como bengala, joelheira e coletes além de órteses para mãos e punhos devem ser discutidos com o paciente.

O Tratamento medicamentoso consiste de analgésicos como acetaminofeno, dipirona e anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) para controle da dor e melhora da função. Condroprotetores como sulfato de glucosamina podem ter benefícios. Infiltração com glicocorticóides são úteis em crises agudas e infiltração com ácido hialurônico podem retardar a progressão da doença, em alguns casos. Estudos iniciais têm sido feito com plasma rico em plaquetas (PRP) intra-articular, com bons resultados, porém, ainda são estudos iniciais.

A aderência ao tratamento e a conscientização do paciente têm sido um desafio para os médicos. O tratamento cirúrgico deve ser considerado em casos refratários e com prejuízo da qualidade de vida.

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